Posted by: felizcidadefeliz | 01/07/2011

Será que a bike sai perdendo?

Ontem a noite, no Jornal da Record News, passou uma matéria bem extensa sobre bicicleta como meio de transporte. Puxaram a matéria um pouco para o lado das dificuldades de pedalar na cidade e chegaram até a mencionar que no meio de todo esse trânsito, “é a bike que sai perdendo”. Mas será que é mesmo? Coincidentemente, logo antes do repórter falar essa frase, um ciclista é entrevistado e fala de benefícios e vantagens incríveis que percebeu por causa da bicicleta: é mais rápido, faz bem pra saúde e pro mundo, é econômica, e por aí vai…

De tantas matérias que tem saido recentemente sobre bicicleta, observamos algo em comum: todos os ciclistas entrevistados estão sempre contentes da vida que optaram e não demonstram tanta dificuldade quanto se imagina. É isso também que se percebe na fala do Anderson Araujo, ao falar da ajuda que obteve do Bike Anjo.

Cliquem na imagem abaixo e confiram:

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Responses

  1. Talvez seja assustador, pra quem está com medo. Talvez alguns tenham tido experiências ruins.
    Existe um senso comum de que é perigoso e sofrido, e que as subidas em São Paulo são cansativas, está muito frio ou muito calor…
    Eu não apoio atitudes de exaltação do perigo. É claro que sabemos que é perigoso, mas a recompensa é grande.
    Começar a andar, redescobrir a cidade e conhecer pessoas que fazem o mesmo é gratificante, mas exige ruptura.

  2. Criando coragem pra pedalar todo dia, mesmo com frio ou chuva!

    O que despertou esta vontade? Inicialmente foi a necessidade de condicionamento físico, depois aumentou com o incentivo dado pela bicicletada e demais movimentos por uma qualidade de vida e preservação ambiental.

    Mas o que disparou o gatilho foi o transtorno ontem no Detran-SP, onde perdi o dia inteiro tentando transferir o automóvel adquirido, devido a ilegibilidade do nº do chassi devido à corrosão! Vou gastar o valor de uma bike pra arrumar e deixar a documentação em dia.

    Se a gente pôr na ponta do lápis, cada ano de IPVA pago dá pra comprar outra bike, que não tem que pagar esse imposto abusivo, exceto pneus, freios e ajustes, que ficam muito baratos.

    Ainda preciso do carro para transporte de equipamento (baixo, cubo) pesado e pretendo trocar por outro mais novo, mas a bicicleta (e o pedalante em geral) ganhou a minha simpatia e uma dimensão antes nunca pensada por mim.

    Infelizmente o bairro em que moro não dispõe de estrutura cicloviária adequada, nem bicicletários ou paraciclos nos comércios e serviços, mas as pessoas daqui já começaram a perceber essa vantagem e vejo muita gente pedalando.

    Que Deus continue abençoando nossa escolha, e possa iluminar a cabeça dos motorizados pra melhor.

    • PS: apesar do bairro possuir muito movimento de carro e ônibus devido à Unicsul, ele é essencialmente residencial e me permite andar com uma boa segurança, mesmo sem capacete me sinto seguro pra pedalar.

      PS 2: não tenho minha própria bike, mas uso emprestada a mtb da minha cunhada, que comprou faz anos e não usa pq ela acha pesada e pouco segura.

      PS 3: …alguém pode me recomendar um bom quadro caiçara de alumínio nacional? mas com gancheira traseira horizontal que permita uso de câmbio 21

      • Nuno, procure o Odir Ogun no Facebook que ele manja muito de peças de bike e poderá ajudá-lo!

        Abração,

        JP

  3. Ontem de bike fiz um trecho de 5 km em 12 min
    O trânsito? Tudo parado!
    Cheguei em casa rindo a toa… rs
    Medo? Não!… apenas prazer de pedalar!

  4. Implantar a cultura do medo de pedalar em São paulo não é colaborar para a melhoria da cidade. Quanto maior a presença das bicicletas nas vias, mais segura será a cidade, porque adaptando a cidade às bicicletas estaremos fazendo a cidade mais calma e segura para pedestres e valorizando a VIDA HUMANA e não a velocidade do fluxo de veículos. A bicicleta humaniza e valoriza o espaço público para todos, devolve as ruas da cidade ao ser humano, cidade essa que foi subjugada na estrutura e desenho às vontades dos condutores de veículos motorizados.
    Transporte individual motorizado é conceito falido de mobilidade em grandes cidades, só a permeabilidade do bom transporte público, restrição ao uso de carros conduzirá à valorização das áreas urbanas, isso é modernidade.
    Sigo pedalando a mudança diariamente.
    Márcio Campos

  5. acho que muitas pessoas, como eu, nao tem medo de andar de bike, tem medo da reacao das pessoas com a noticia “eu vou de bike”. Estou amadurecendo a ideia de ir de bike de casa ao metro faz uns 3 meses… mas fica dificil de compartilhar essa decisao se ninguem te apoia, ao contrario, desestimula completamente por motivos absurdos como: vc eh mulher, vai ser assaltada, vai chegar suada, ta frio… enfim… o apoio e taaao nulo que to na enrolacao ha 3 meses. Resumindo: amanha compro minha bike e 2af comeco meu trajeto. Agora tenho fama de louca e teimosa… entao ta… louca, teimosa e ciclista!!! Adorei! Parabens a todos vcs que me estimulam demais e me ajudam muito com informacoes e relatos maravilhosos! Minha primeira pedalada 2af e em homenagem a vcs! um bjo…

    • Juliana, vc está de parabéns.. ao menos NÓS te apoiamos. E tem outra coisa, de bike a gente é menos visado para assaltantes. Eles vão olhar pra quem tem carro, a gente passa como pobre, que não pode ter um carro, e é isso que os espanta :D

      Procure saber se tem pessoas que cumprem o mesmo trajeto e boa sorte na pedalada!

    • Olá Juliana! Parabéns pela iniciativa!!
      Realmente isso é muito comum, principalmente vindo da família. Mas o bacana é você mostrar para eles que isso está te fazendo feliz e que no meio de tantos desestímulos (pouca infraestrutura pra bike, infrações cometidas por motoristas, etc), você poderia contar pelo menos com o apoio dos amigos/família… É o que sempre digo pra minha. hehehe

      E caso ainda não esteja cadastrada no bike anjo, nos procure por e-mail para ajudá-la: bikeanjo@gmail.com

      Um abraço e boa pedalada!

      JP – Bike Anjo

  6. É engraçado que, como o senso comum diz que é muito perigoso vc pedalar em sp, mas se mesmo assim vc toma a iniciativa, depois acaba vendo que não é um “bicho-de-sete-cabeças”.
    É perigoso sim, mas com algumas práticas simples vc consegue minimizar, e muito esse risco (ruas menos movimentadas, sinalização, iluminação, ocupar a faixa, etc)
    Foi assim que me senti quando vim trabalhar de bicicleta pela primeira vez: estava esperando o pior, então acabou sendo muito melhor do que eu esperava.
    é uma pena q o pessoal da tv grave bastante material, pra no final aparecer apenas poucos segundos… mas faz parte :-P
    Abraço

    • Anderson, concordo com vc! Não é um bicho de sete cabeças! Só depende de vc! Os riscos são minimizados ao extremo quando se tomam todos os cuidados possíveis principalmente tornando-se visível ao trãnsito e dirigindo da maneira correta, defensiva.
      E o mundo tá mundando… hj mesmo num estacionamento que não havia bicicletário sugeri que fosse instalado e o responsável me respondeu: “Mas é mesmo uma boa idéia, é a única solução pra São Paulo e ainda tá na moda, né?”… rsrsrsrs… Estamos na moda, minha gente! Somos pra lá de fashions! rsrsrsrs

  7. UHU!!!! Hj fiz o percurso de casa (Santo André) até o trabalho (Ipiranga). 15km de percurso com direito a 5km de Anchieta e subidas da Av Bom Pastor. Aproveitei o caminho pra pegar o contato de um estacionamento ao lado do metro Sacomã (lugar pra estacionar a bike com segurança para mobilidade intermodal). Apesar dos avisos receosos do Maridón para que tomasse cuidado, estava adrenalizada ontem… aí, hj de manhã, 5:30am… frio, pista molhada, 15km pela frente… adimito… fiquei apreensiva e quaaaaaaaaaaaaaaase desisti, mas lembrei da minha nova fase “teimosa, louca e ciclista”… não deu pra dizer não e… FUI! Tomei 3 buzinadas ofensivas, 2 de alerta e muitos olhos esbugalhados de quem via um menina de bike as 5:30 da matina no meio da Anchieta rsrsrsrs… O percurso foi tranquilo, cansei bem pela falta de condicionamento, nada que o tempo não resolva… fui “vencida” por uma mega subida da Av Bom Pastor, mas não desisti! A melhor parte foi quando um motorista de ônibus muito simpático parou o trânsito pra mim e me deu passagem com segurança! O mundo tem esperança, minha gente! Enfim… SIM, A BIKE COMO TRANSPORTE É POSSÍVEL e não tive medo… mais tarde tem a volta e já estou preparando a barriga pra rir do trânsito da Anchieta às 19h enquanto eu PASSAR por ele! Com mais experiência no trânsito vou querer ser uma bike anja também, quero que muitos mais possam sentir todas as sensações maravilhosas que senti! Obrigada, pessoal, pelo incentivo de todos… o apoio de todos foi FUNDAMENTAL! Um graaaande bju… Ju

  8. Me revolta profundamente esse jornalismo tendencioso e sensacionalista, que, mesmo quando fazem um reportagem mostrando a bike, ainda nao a mostram como algo factível, concreto e existente, mostram sempre como algo utópico, assustador, perigoso, etc, por uma perspectiva quase de zoologico, onde o ciclista é um E.T. ou um louco….

    E ainda entrevistam um IMBECIL que tem a capacidade de ter tamanha ignorância para dizer que a cidade nao tem espaço para ciclovia…

    A cidade tem espaço para tudo que o governo e o dinheiro quiserem fazer, tipo a copa do mundo, mas realmente, a ciclovia que se f**a….


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